Em 28/11/2016
 

Federação Latino-Americana de Psicanálise emite comunicado sobre tratamento direcionado a Transtornos do Espectro Autista

A declaração foi elaborada a partir do XXXI Congresso Latino-americano de Psicanálise


Reproduzimos abaixo o comunicado oficial da Federação Latino-Americana de Psicanálise (FEPAL), posicionando-se em relação à importância do tratamento psicanalítico que envolve crianças e adolescentes com diversos graus de sofrimento relacionados ao Transtornos do Espectro Autista. Para conferir o documento oficial, clique aqui.

 

DECLARAÇÃO DE CARTAGENA - 2016

 

As sociedades e grupos psicanalíticos constituintes da FEDERAÇÃO LATINO AMERICANA DE PSICANÁLISE – FEPAL, deseja fazer presente sua posição e experiência diante do grande número de crianças e adolescentes com diversos graus de sofrimento diagnosticados comumente como Transtornos do Espectro Autista:

 

Diante da desesperança que afeta os pais e familiares de crianças com este sofrimento tão grave, os tratamentos psicanalíticos brindam uma alternativa para melhorar a qualidade de vida destas pessoas;

 

Escutar e acompanhar as inquietações dos pais e familiares destas crianças que sofrem por não poder vincular-se com o meio social é tarefa prioritária para os psicanalistas;

 

A detecção e intervenção precoces das crianças que mostram sinais preocupantes na conexão, vinculação humana e reconhecimento do outro , possibilita o desenvolvimento de tratamentos psicanalíticos de eficácia duradoura que lhes permitam viver melhor;

 

Sustentamos que estes padecimentos respondem a uma causalidade multifatorial, pelo que ressaltamos o valor das equipes interdisciplinares com orientação psicanalítica que permitam uma abordagem multidimensional no alívio do sofrimento da criança e da sua família;

 

Nossa experiência clínica demonstra que os tratamentos assim conduzidos promovem a potencialização de novos recursos, não requerendo apelar ao adestramento da criança nem à medicalização do sofrimento.

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Comentário(s)
postado por Sebastião Abrão Salim em 01/12/2016 às 14:50

De fato, trata-se de psicopatologia grave que incapacita seu portador para a vida afetiva, familiar, profissional e social em graus variados. Publiquei na Revista da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro em 2006, o artigo Trauma, Autismo Psicogênico e Personalidade Autista, resultado de um estudo interdisciplinar entre a Psicanálise, a Psiquiatria e a Neurobiologia, defendendo uma etiologia decorrente de trauma físico e psíquico em idade muito precoce fetal. Paradoxalmente, defendo a técnica psicanalítica como melhor instrumento de auxílio a estes pacientes pelo setting e o fenômeno da transferência e contratransferência.Gostaria de trocar ideias com colegas, como já fiz com Célia Korbivcher, no último Congresso Brasileiro de Psicanálise em mesa redonda sobre o tema.
 

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Os textos foram publicados no Jornal da Cidade
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