Em 30/06/2016
 

Petruska Menezes colabora em matéria sobre xenofobia

A reportagem foi produzida por um estudante de Jornalismo da Universidade São Judas (SP)


O estudante de Jornalismo Kaique Santos, da Universidade São Judas (SP), elaborou a matéria "O que está por trás do comportamento xenofóbico?" para o Jornal Expressão, entrevistando, entre outras pessoas, a psicóloga (CRP 19/0636) e psicanalista Petruska Menezes (Sociedade Psicanalítica do Recife, Núcleo Psicanalítico de Aracaju e Instituto Psicanalítico de Formação e Pesquisa A.B. Ferrari - Brasil). Nessa ocasião, Petruska abordou a intolerância presente na xenofobia em relação ao medo do que é desconhecido. Confira:
 
Matéria completa: "O que está por trás do comportamento xenofóbico?"
Por Kaique Santos (Universidade São Judas - SP)
 
O preconceito contra diferentes culturas existe há séculos e teorias já foram criadas para tentar comprovar a superioridade de uma etnia à outra. “A ideia de superioridade étnico-racial está presente desde a Idade Antiga. As teorias racistas do século XIX-XX partem deste ideário e vão muito além procurando dar justificações científicas para tais pensamentos e políticas racistas”, esclarece o professor de ciências sociais da Universidade São Judas, Edson Martins.
 
A “desconfiança, temor ou antipatia por pessoas estranhas ou pelo que é incomum” (xenofobia segundo o dicionário Michaelis), não é uma mera situação gerada pelas diferenças humanas; é um problema sério e que foi um dos principais motivos que originou um dos piores conflitos do planeta, a Segunda Guerra Mundial.
 
Mas afinal, qual é o real motivo por trás dessas atitudes? A ideia de que o “outro” é um inimigo? O popular medo de perder seu emprego? O temor de que sua cultura deixe de existir? O pavor de ver seu país infestado de estranhos? A antipatia ao diferente? A negação do novo?
 
“Não há um perfil único de quem é xenofóbico, mas podemos especular que é uma pessoa muito rígida consigo. Ele traz um medo muito grande daquilo que não conhece e não domina em si mesmo, estendendo essa intolerância aos outros”, diz a psicanalista do Núcleo Psicanalítico de Aracaju, Petruska Menezes.
 
O maior problema é que esse tipo de intolerância não se restringe apenas a alguns poucos grupos de pessoas. Ela é uma ideologia que está instalada em muitas famílias, sociedades e instituições. Muitos são os motivos que podem originar esse tipo de atitude, mas como explica Petruska, com certeza o maior deles é o medo. “Um medo extremo de desamparo e abandono. O medo de não ser bom o suficiente e não ser amado. O medo de se perder na sensação de ser mais do que se sabe que é”.
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